Blog de chai


 

 

          

 

Descobri que meus sonhos não podem ser comprados
Descobri que minha sinceridade não está à venda
Descobri que momentos felizes são simples
Descobri que a dor traz maturidade
Descobri que o amor é liberdade


Andei pelo mundo encontrei valores deturpados
Ouvi promessas mentirosas e sorrisos vazios

A ilusão bateu em minha porta, mas eu não quis recebê-la, não dessa vez!

Aprendi a crer no que é palpável, no sonho que pulsa, na respiração

Aprendi a ver o reflexo brilhante da verdade que reluz nos olhos de quem ama e sentir o poder renovador do espírito humilde.

Não sonho o que papel compra, não desejo o que o mundo inveja, não espero ser paga por minha fidelidade.

Minha esperança vem do ato, do afeto, do olhar, do abraço, da amizade, do perdão

Creio em algo mais e sinto a luz que sai da alma e se entrelaça na dança eterna do espírito que carrega PAZ.

Paz que não sabe mentir, paz que é soberana, paz que a saúde exalta e que a certeza do amor real faz torná-la INFINITA!



Escrito por chaiane às 23h50
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Martha Medeiros é o máximo

Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu anti socialismo interno.
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.
Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."

martha medeiros



Escrito por chaiane às 18h05
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Eu sou diferente sim!

Em um mundo cheio de gente que não sabe (e nem consegue) se relacionar direito com as pessoas, a esperança em encontrar gente diferente ainda sobrevive. Afinal de contas, não é possível que a humanidade seja mesmo tão disposta a ser infeliz. Não é????

 

 

    É que por mais feliz que eu esteja, tem dias que eu acordo com aquela interrogação acesa dentro de mim. Sim, existe uma interrogação no meu coração e mais ainda na minha mente, que se pergunta quando aquele ser, tão especial quanto eu, vai aparecer na minha vida. De todas as pessoas interessantes que já encontrei, só me restaram a amizade de algumas, de outras nem isso, e a minha felicidade em vê-las realizadas no amor, com outra pessoa, que não eu.

Muitas vezes eu culpei a minha falta de iniciativa e de arriscar mais, me permitir mais, como o problema pra minha solteirice crônica. Coisa que, de uns tempos pra cá, eu lutei ativamente pra mudar isso. Sai mais, arrisquei mais, beijei mais sem preocupação e sem cobranças. E me declarei mais também. Algumas vezes não com palavras, mas muitas vezes com gestos. Gestos de amor que, quem recebeu, sei que guardará na memória por algum tempo.

Descobri nesse tempo, que existem segredos e segredos. Mas declarações de amor não podem ser levadas ao túmulo em silêncio. Precisam ser ditas e precisam ser ouvidas. E até mesmo a dor de um coração partido, precisa ser aprendido. Da luta e do trabalho em colá-lo, colhemos amigos e possíveis novos amores. Mas mais do que isso, colhemos amadurecimento.

Amadureci meu coração para aceitar um fato: não me adianta querer agir por impulsividade e tentar entrar num ritmo social, que vai em desencontro com o meu ser. O fato é que nasci numa época que não condiz com o que eu trago dentro de mim: o amor incondicional. O simples ato de acreditar, que eu vou sim encontrar aquele ser que vai me amar pelo que sou, que vai ser capaz de compreender meu jeitinho estranho de ser, e que vai demorar um pouco pra me beijar até ter certeza de que, ao fazê-lo, estaremos começamos uma história bonita e duradoura. Eu tenho um coração inocente. Bobo talvez. Um tanto quanto ingênuo. Mas assim eu sou. E o maior erro do mundo, é a gente querer ir contra a correnteza. Assim, a gente acaba perdendo aquele que está indo na direção "certa": a direção que nosso coração diz pra ir...A direção da felicidade. A direção do verdadeiro amor...

Não pretendo encontrar um "mundo dos diferentes como eu" para viver. Mas procuro alguém que saiba apreciar e queira viver com "alguém diferente como eu"....



Escrito por chaiane às 17h51
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